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Entrevistas

Os fundos soberanos são actores com uma importância crescente no mercado de capitais. Banca, Indústria, em particular sectores estratégicos como o aeroespacial, e o sector da Energia são hoje os alvos mais apetecíveis, de acordo com a cartografia pioneira realizada pela investigadora da École de Guerre Économique Alice Lacoye Mateus.
O Presidente da Proespaço, António Neto da Silva, em entrevista ao Correio da Manhã e à semelhança do que já havia feito na entrevista à Espacialnews, defende a necessidade de uma mudança na relação do Governo com o Espaço, fala do empenho da indústria portuguesa, cada vez mais capaz para participar e mesmo liderar alguns dos grandes projectos espaciais, e aborda os motivos do impasse no Galileo, entre outros aspectos ligados ao Espaço.
A inoperacionalidade do governo português é o único handicap que pode por em causa um futuro brilhante para a indústria portuguesa do Espaço e a solução passa pela criação de uma entidade supra-ministerial, na dependência directa do Primeiro-ministro. Ideia defendida por António Neto da Silva, presidente da Proespaço, em entrevista à Espacialnews.
Portugal precisa, para se afirmar no contexto global, de apostar num modelo de “flexibililidade geo-estratégica”, numa “geometria variável” que permita ligar o país aos países da sua História, através de uma recuperação do valor do simbólico. A ideia é defendida por Jorge Nascimento Rodrigues, editor de www.janelanaweb.com, entre outros sites, e co-autor do livro “Portugal - Pioneiro da Globalização”.
Avaliar o ambiente de dinamismo em torno da criação de um cluster aeronáutico, em Portugal, promovida pela GECI, e a possibilidade de nele participar com o seu novo projecto de jacto executivo, foi o que trouxe a Portugal Josè di Mase, o presidente da italiana Piaggio Aero, uma das empresas líderes no sector aeroespacial europeu.
A Estação de Rastreio de Satélites de Santa Maria “coloca os Açores na rota espacial” e é uma primeira etapa para que, de um modo sustentado, a Região dê passos seguros para a concretização de um novo pilar da economia regional – as novas tecnologias da informação e do conhecimento.
O Presidente da Câmara Municipal de Évora está empenhado na concretização do projecto Skylander e tudo tem feito para ver este projecto concretizado “o mais depressa possível”. José Ernesto Oliveira explica o que já está feito para instalar um cluster aeronáutico e salienta o interesse do Primeiro-Ministro e do seu Gabinete neste projecto tecnológico de “grande interesse nacional”.
Serge Bitboul fala, pela primeira vez depois da decisão de levar o Skylander para França, em entrevista à EspacialNews. E diz que esta decisão permitiu já que a GECI Internacional negoceie a transformação das centenas de intenções de compra em encomendas fechadas e tenha avançado nas instalações fabris. Revela ainda que está disposto a ajudar na concretização do objectivo português de criação de um cluster aeroespacial.
Portugal foi pioneiro da globalização porque “inovou na arte de inovar” e soube determinar um objectivo claro e desenvolver as tecnologias, as técnicas e as estratégias necessárias para o alcançar. Hoje, explica o professor universitário Tessaleno Devezas, autor, com Jorge Nascimento Rodrigues, do livro “Portugal –O Pioneiro da Globalização”, o país deve encontrar o seu “intento estratégico” e apostar numa projecção global assente na relação com os vários países da sua história, em particular o Brasil, a China e a Índia...
Economista especializado em inteligência económica e estratégica, André Magrinho, em entrevista à EspacialNews, fala da importância estratégica do Espaço como o “um elemento catalisador da inovação e da competitividade”, e explica porque é preciso criar em Portugal um pólo de competitividade em torno da aeronáutica. O projecto Skylander, o primeiro avião português, é a “melhor porta de entrada neste sector”, conclui.
A nossa pioneira absoluta da conquista espacial, a Edisoft, entrou há 9 anos no negócio da indústria do Espaço, metendo uma lança em Torrejon, como explica o seu director-geral, António Rodrigues de Sousa.
O Espaço surge, na agenda de modernização do País, como um dos sectores mais apetecíveis e mais interessantes para fazer apostas integradas de criação de valor, com a aliança do trabalho de laboratórios, universidades e empresas com perfil exportador na lógica do mercado global. No entanto, o Coordenador do Plano Tecnológico e da Estratégia de Lisboa, Carlos Zorrinho, defende que tem de ser a própria indústria a lutar pelo seu espaço de oportunidade, para depois obter o apoio necessário. Ter na indústria do Espaço uma das indústrias motoras do novo modelo de desenvolvimento do País tem muito que ver com a nossa matriz identitária: sermos sempre um país e um povo que procura novas fronteiras, avança ainda Zorrinho.
O Espaço tem uma importância estratégica para Europa, defende Octávia Frota, Deputy Director of Research & Technology na Agência Europeia de Defesa - directora adjunta para a área da investigação e tecnologia. É um instrumento essencial na monitorização e a todas as escalas (global, regional e nacional) essenciais à segurança Europeia e Nacional. Para a responsável, a indústria portuguesa tem a capacidade e a oportunidade para se afirmar como um player no sector do Espaço.
O Presidente da GECI, Serge Bitboul, explica o porquê da escolha de Portugal para o desenvolvimento do Skylander, o enorme mercado deste avião, as vantagens das injecções de tecnologia no tecido industrial português e como o Skylander mudará o Alentejo. Tudo numa conversa com a “EspacialNews” sobre o futuro primeiro avião português.
Na problemática da Homeland Security, o Espaço desempenha um papel fundamental. É o “papel de embrulho”, ou seja, o que permite organizar, ligar e embrulhar todas as outras tecnologias e dispositivos, nas palavras do presidente da empresa portuguesa pioneira no espaço, a Edisoft. Sérgio Campos, explica que toda a informação passa hoje pelo Espaço e que este deve servir para enquadrar as estratégias de segurança e as optimizar. E deixa um alerta, Portugal já perdeu várias batalhas e vai perder a do Espaço se não houver a inteligência económica e estratégica para perceber a sua importância.
Neste tempo em que um mundo transformado em campo de ruínas pela crise global inviabiliza o curso normal das exportações, Portugal precisa de compensar esse exportar menos com um exportar melhor. Para tal, é imprescindível ter aquilo em que já fomos líderes mundiais mas que não temos tido desde há 5 séculos: Inteligência Competitiva e um Estado inteligente... O que implica também dominar e desenvolver as tecnologias de ponta. A EspacialNews foi ouvir, sobre estas matérias, o coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho.
A Logica Iberia é o alicerce da estratégia de reforço no sector aeroespacial que a multinacional Logica está apostada em desenvolver. José Carlos Gonçalves, o CEO da Logica Iberia, em exclusivo à EspacialNews, fala da aposta do grupo e revela a intenção de criar, no nosso país, uma fileira industrial baseada em serviços aeroespaciais, com dimensão global e participação local de outras empresas portuguesas.

Pergunta directa ao Presidente...

Qual é a diferença entre a Edisoft e outras empresas portuguesas que fazem trabalhos na indústria do espaço, como a Skysoft, a Critical Software e outras?
Qual o motivo da aparente lentidão na descolagem do Skylander?
Qual é o objectivo do recente aumento de capital da GECI?
A Edisoft tem sido pioneira na ligação entre a tecnologia espacial e as necessidades de monitorização do mar. Porquê esta aposta?

Pergunta Directa

A Espacialnews dá nesta edição a resposta a uma questão que tem sido muito colocada nos últimos tempos.