Uma equipa de investigadores russos afirma ter identificado as circunstâncias em torno da morte misteriosa, em 1968, de Yuri Gagarin, o primeiro homem a ir ao Espaço.
O estudo conclui que o primeiro cosmonauta soviético estava a voar num Mig-15, durante uma missão de treino, quando percebeu que havia um respiradouro de ar aberto no cockpit que era suposto ser hermeticamente fechado.
Gagarin fez um rápido mergulho com a aeronave, dos 13 mil pés de altitude para 6.500 pés, como havia sido instruído a fazer, mas, na manobra, tanto ele como o seu instrutor (Vladimir Seryogin) desmaiaram, o que fez com que que o caça se despenhasse numa floresta.
O jornal Daily Telegraph foi o primeiro a revelar a teoria apresentada pelo ex-coronel da força aérea russa Igor Kuznetsov, um dos membros do painel original responsável pela investigação da queda da aeronave militar. Desde então, Kuznetsov continuou a tentar desvendar o mistério que envolve a morte de Gagarin e agora afirma ser “necessário dizer ao nosso povo e à comunidade internacional a verdadeira razão pela qual o primeiro cosmonauta do mundo morreu”.
Kuznetsov explica que, em 1968, não se sabia que descer muito rapidamente pode causar desmaios e insiste que Gagargin e Seryogin seguiram à letra o seu treino.
O resultado da investigação oficial nunca foi divulgado pelas autoridades russas – já em 2005, o Kremlin rejeitou um pedido para abrir os arquivos do acidente – e isto deu azo a uma série de teorias de conspiração: os pilotos estariam embriagados; o líder soviético Leonid Brezhnev ordenou a morte de Gagarin porque tinha ciúmes da sua fama; o cosmonauta e o instrutor forma rapados por extraterrestres...


