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Focus

2010/02/03

EUA: Especialistas pedem novo telescópio espacial

Apesar de não ser já possível concluir a meta traçada pelo Congresso norte-americano de catalogar, até 2020, todos os objectos próximos da órbita terrestre com 140 metros de diâmetro ou mais, um painel de especialistas norte-americanos afirma que a colocação no Espaço de um novo telescópio, apoiado por um outro na Terra, pode ajudar a uma aproximação desse prazo.

O relatório final do painel, divulgado a 22 de Janeiro, afirma que a combinação das observações espacial e terrestre é “a melhor estratégia” e poderia levar à conclusão do levantamento, já em 2022, se os fundos forem disponibilizados rapidamente.

Em alternativa, se a prioridade for a poupança e não o cumprimento dos prazos, um novo telescópio na Terra poderia concluir o trabalho até 2030.

Os EUA são actualmente o único país cujo governo está directamente empenhado na detecção e monitorização de objectos perto de órbita potencialmente perigosos, com quatro milhões de dólares anuais empenhados neste objectivo.

A NASA está a quase a concluir o levantamento de objectos com um quilómetro ou mais de diâmetro (já 90 por cento feito), mas a falta de fundos impede que cumpra a meta em relação aos objectos na classe dos 140 metros de diâmetro. Apesar de menores, estes ainda representam “uma ameaça muito significativa para a vida na Terra se caírem dentro ou perto de áreas urbanas”, alerta o relatório.

O mais conhecido exemplo de um impacto de um objecto próximo de órbita, na história recente, é o evento de 1908, em Tunguska, na Sibéria, quando um objecto com presumivelmente apenas 30 a 50 metros de diâmetro explodiu na atmosfera terrestre, criando uma onda de choque que arrasou mais de dois mil quilómetros quadrados de floresta.